terça-feira, 3 de abril de 2012

Feijoada al 1 aprile






Ciao
Depois de sermos convidados tantas vezes para conhecer os ambientes e as comidas italianos, resolvemos retribuir a generosidade de nossos amigos e convidá-los para um almoço brasileiro no dia 1 de abril aqui em nossa casa (não era mentira). Pensamos nós: mas o que fazer e como encontrar os ingredientes certos aqui na Itália para fazer uma comida brasileira? Com a total concordância e pedidos dos amigos, a feijoada foi o prato escolhido, claro, acompanhado de caipirinha. Uma parte resolvida, ainda tínhamos que dar um jeito de encontrar os ingredientes. As amigas Chabana (de Moçambique) e Mariana (da Argentina), nos informaram que existia uma feira na piazza Victorio que vendia produtos de várias nacionalidades, com ênfase na América do Sul e África. Saímos de casa no sábado (sabato) pela manhã, nós dois e elas duas, em direção a piazza. De passagem pelas ruas, antes de resolvermos o problema dos ingredientes, fomos convidados para conhecer uma das maravilhas de Roma: a Gelatteria G. Fassi, uma sorveteria única com uma tradição de muitos anos. 


Tomamos o sorvete, com grande dificuldade em escolher o sabor, devido a diversidade, e retornamos ao percurso. Chegando na piazza, percebemos que a feira já não estava lá, havia sido transferida para outro local, mas onde? Neste meio termo Mariana lembrou-se que havia um mercato (para nós supermercado/mercadinho/mercado) nas proximidades que vendia produtos diversos também - Já estávamos pensando em como improvisar. No mercato encontramos muitas coisas, inclusive uma cachaça única (51) com um preço absurdo (20 euros) que no rótulo dizia: la migliore cachaça del Brasile. Nós dissemos, não pode ser, e o vendedor afirmou que sim, então dissemos, somos brasileiros, e ele ficou meio encabulado e desconversou. Foi ai que alguém deu a dica: a feira foi transferida para o Nuovo Mercato Esquilino – que ficava muito próximo de onde estávamos. Largamos o que tínhamos escolhido e saímos em direção ao mercato. No Esquilino, encontramos uma grande variedade de produtos que nos proporcionou fazer uma feijoada, claro, meio italiana, mas um feijoada. O mercato, não muito grande, possui uma incrível variedade de produtos de várias nacionalidades, várias ervas, várias carnes, vários vegetais, várias frutas, vários cereais. 





Compramos feijão do Messico (feijão do México ou feijão preto), riso americano (arroz tipo branco, o nosso), nervature affumicati (costela defumada), salsiccia affumicata (linguiça defumada), coriandolo (coentro), lemon brasiliano (nosso limão verde), bacon (incrível) e erba cipollina (cebolinha) – os outros ingredientes já havíamos adquirido no velho Carrefour. Resolvido o problema, agora era convidar as pessoas, fazer a feijoada e ver no que ia dar. Pois bem, deu tudo certo: fizemos a feijoada, convidamos a galera, fizemos a caipiroska – pasmem, com vodka autentica russa doada pelo amigo Roberto -, pois não deu para comprar a 51 como a melhor cachaça do Brasil, e foi um almoço brasileiro daqueles, eles adoraram e não deixaram nada sobrar – geralmente feijoada é feita em grande quantidade e esta não fugiu a regra, acho que se empolgaram com os sabores. 


Depois de comer, não deu outra (zero ou 1 para disputar a rede, quem perder deita no chão):



Ainda apareceram duas surpresas bem interessantes: um vinho caseiro da Calabria, daqueles que é fabricado em família e que é vendido apenas para a vizinhança (segundo eles o melhor daquela região) e uma torta italiana de marmelada (torta em Roma é doce e ponto final), duas delícias.



Com certeza voltaremos ao Nuovo Mercato Esquilino para a produção da próxima experiência culinária.
Abraços para todos.

2 comentários:

  1. Aff, seu água na boca.Sil e Guila quero ouvir vcs palarndo italiano.kkkkk bjs saudades

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    1. Com certeza chegaremos falando o básico: pizza, fetuccine, spagheti... kkk. Mas nos esforçaremos para falar mais, ok?
      arrivederci
      bjs

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